quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Edutopia

Além de ser uma das disciplinas de mestrado em TIC e Educação, a integração curricular das TIC (IC TIC) nas minhas aulas tem sido uma preocupação recorrente a merecer agora particular atenção.

Serve esta página do blogfolio para reflectir sobre inovação em educação e principalmente sobre como poderei concretizar a IC TIC a partir de Janeiro de 2008. De igual modo, servem estas reflexões para sintetizar ideias passíveis de explorar no trabalho individual de IC TIC (Trab IC TIC).

Feitas algumas leituras, eis as linhas orientadoras que considero importantes para a construção de um projecto de ensino do Inglês apoiado na integração das TIC, para a minha própria edutopia:

  1. (Re)Pensar um interface de apoio às minhas aulas de Inglês, implica conhecer os modelos pedagógicos que formaram e informaram os meus professores e a minha própria formação enquanto professora, e colocá-los lado a lado com as ferramentas digitais disponíveis e com as tendências pedagógicas emergentes.
  2. Criar uma alternativa actual e pedagogicamente lúcida ao The Spot, implica rever os meus primeiros passos e preocupações enquanto professora produtora de conteúdos digitais, mas sobretudo reflectir sobre as diferenças ou sobre a evolução que houve da Web 1.0 para a Web 2.0.
  3. Para que não volte a reduzir-se a uma experimentação bem intencionada mas efémera, esta alternativa digital deve ser pensada a longo prazo e continuamente actualizada e reajustada, tirar partido das ferramentas digitais da Web 2.0, e ter por base a criação de contextos e a execução de actividades ou tarefas específicas que possam sustentar a interpretação e a comunicação oral e escrita em língua inglesa por parte dos alunos.
  4. Posto isto, há que conceber os contextos, os conteúdos e as respectivas actividades / tarefas.
  5. Devemos também escolher algumas ferramentas ou tecnologias digitais que permitam aos alunos integrar os contextos, apropriar-se dos conteúdos, e executar as tarefas intuitiva e colaborativamente.
  6. Não somos obrigados a eliminar de todo alguns elementos (pré-)estruturados. Eles podem ajudar os utilizadores deste interface digital a adquirir e/ou aperfeiçoar conhecimentos que lhes permitam executar as tarefas ou actividades propostas.

Por fim, devemos não esquecer que:

  • proceder a uma integração curricular das TIC implica rever o papel do professor, alterar a forma como são dadas as aulas, ponderar a flexibilidade de construção curricular e complementaridade ou interferência que as TIC podem trazer à tradicional prática lectiva;
  • em educação nada é perene tudo se transforma ou desactualiza, um pressuposto que as TIC apenas aceleram;
  • tudo o que imaginamos hoje pode e deve ser concretizado, revisto e aperfeiçoado amanhã;
  • a conteúdos educativos de qualidade, digitais ou não, devem subjacer estudo / investigação, perseverança, espírito crítico, colaboração inter pares, espaços e tempos para pilotagem ou experimentação prévia do que se cria;
  • o que se faz em educação e/ou para os nossos alunos (e colegas professores) não será entendido e trabalhado da mesma forma ou da forma que desejaríamos por (todos) eles, mas é bom que seja produzido, colaborativamente, solicitando-os a todos e envolvendo o maior número possível deles.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Blogsibilities (1)

Em resposta ao comentário de 31 de Dezembro...

Estou a esboçar um blog (que agregarei a a este blogfolio) para os alunos que agora tenho. Estou neste momento a ler mais sobre software social para perceber como concretizar este projecto da melhor maneira. A este propósito encontrei um sítio com bastante informação, organizado sobre a forma de... blog. Será bom admitir que estou inclinada para este formato, apesar de insegura e relutante. Já deambulei pelo ma.gnolia, onde, graças ao José Paulo Santos, já tenho um pequeno espaço para experiências, já ponderei plataformas LMS (Moodle, Dokeos, Joomla!, entre outras), mas não me parecem ser fáceis ou rápidas de dominar. E para já impõe-se uma gestão realista dos factores esforço-produção esclarecida de conteúdos, em que a tecnologia não seja um entrave, e praticamente não se sinta.
No caso actual, estarei a trabalhar para / com alunos adultos, e tendo em conta o programa que o Curso Profissional me / nos impõe não sei se será possível pô-los a contar uma história. Mas será certamente possível (e é meu objectivo) levá-los a escrever colaborativamente a partir de e/ou sobre os temas dos módulos que me faltam leccionar.
Por outro lado, há dois alunos nesta mesma turma que têm um módulo em atraso. Para eles estou a pensar criar um espaço no blog educativo com conteúdos e tarefas específicas que ambos deverão cumprir online (pelo menos parte delas). Seguidas as orientações dadas no blog e cumpridas as tarefas por parte destes alunos, considerar-se-ia feito o módulo em falta, pelo menos na sua maior parte.
Para melhor se compreenderem as opções que venha a fazer nesse blog, dedicarei uma página do blogfolio ao perfil desta turma. Ponderarei as possibilidades e os constrangimentos relativamente ao uso que possam fazer do blog em função do que já conheço dos alunos e do que já os sondei em termos de utilização das TIC (e da tecnologia que dominam e de que dispõem em casa na escola). Terei o cuidade de explicitar o enquadramento curricular da disciplina de Inglês destes alunos. Poderei também elucidar sobre a apetência que têm por esta disciplina, a motivação e o empenho que têm revelado pela frequência da mesma, bem como sobre o domínio que têm dela.
É também necessário relacionar fundamentadamente todos estes aspectos com a proposta que avancei para o trabalho individual, com o eixo conteúdos do Plano Tecnológico da Educação, cujos objectivos são, além da promoção dos porfolios digitais, «Aumentar a produção, distribuição e utilização de conteúdos pedagógicos em suporte digital (exercícios, sebenta electrónica)». Ver Resolução do Conselho de Ministros n.º 137/2007, nomeadamente os pontos 3. e 3.2. Além destas relações, não estão esquecidas outras leituras que a seu tempo explicitarei.